Assunção de Nossa Senhora



Ap 11, 19a.12, 1.3-6a.10ab; Sl 44; 1Cor 15, 20-27a; Lc 1, 39-56


1. Meus Irmãos,
hoje celebramos a Solenidade de Assunção de Nossa Senhora aos céus, ou seja, o dia em que Nossa Senhora, mãe de Jesus, terminada a sua missão nesta terra, foi assunta ao céu. Esta solenidade é celebrada em muitos países, no dia 15 de agosto, e para nós, brasileiros, ela é deslocada para o Domingo seguinte, a fim de que um maior número de fiéis possam dela participar.

2. Qual a mensagem desta Solenidade? A mensagem da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora é a vida eterna. Maria foi assunta ao céu em corpo e alma num sinal da vida eterna para todo o Povo de Deus, que Jesus Cristo nos conquistou com Sua morte e Sua ressurreição. E Maria, a mãe de Jesus, participou de modo especial da ressurreição de Jesus sendo assunta ao céu, ou seja, sendo levada em corpo e alma para o céu. Da mesma forma que Maria participou de forma tão especial e tão íntima da missão de Jesus, nosso Salvador, assim ela também participou de modo especial de sua ressurreição, sendo levada em corpo e alma para o céu. E, assim, a Assunção de Maria é sinal para todo o Povo de Deus da salvação realizada em nossa história, e da vida eterna que Jesus nos conquistou com sua morte e ressurreição.

3. Jesus entregou-Se a morte e foi ressuscitado pelo Pai para trazer a vida eterna para toda a humanidade, de todos os tempos. É por isso que S. Paulo diz, como ouvimos na 2a leitura: “Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram” (...) em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois os que pertencem a Cristo, por ocasião de sua vinda” (vv. 20.23). Cristo, ao ressuscitar, manifestou à humanidade a vida eterna que ele conquistou do Pai. Os seguidores de Cristo são assinalados com o selo da vida eterna no dia do batismo (cf. Rm 6, 3-11), e, se perseverarem no caminho do Senhor, hão de ressuscitar no último dia, no fim dos tempos. A ressurreição de Jesus é a antecipação da vida eterna, manifestada para a nossa fé e para a nossa esperança. E Maria, porque participou de forma especial da missão de Jesus, também no fim de sua vida, no momento de sua morte, participou também, de forma especial, da ressurreição de Jesus, como uma das “que pertencem a Cristo” (v. 23), sendo assunta, em corpo e alma, ao céu. 

4. No Oriente Cristão, esta Solenidade é chamada “Dormição”. Isto porque, no momento em que Maria termina a sua missão nesta terra, no momento em que ela “adormece”, ela foi associada pelo Pai de forma especial à ressurreição de Jesus. Celebrar, portanto, a Assunção de Nossa Senhora é celebrar o Mistério Pascal realizado na pessoa de Maria, nossa irmã, que, escolhida para ser a Mãe de Deus, deu o seu “sim” a Ele (cf. Lc 1, 38), e neste “sim” perseverou toda a sua vida.

5. Maria é cantada entre os “que pertencem a Cristo”, que trouxe à humanidade a vida eterna. Ter a vida eterna, é pertencer a Cristo, é viver como Ele viveu, é amar como Ele amou. Maria deu o seu “sim” a Deus, e neste “sim” perseverou toda a sua vida, amou como Ele ama e, assim, tendo pertencido a Cristo, alcançou a vida eterna. E por causa da sua proximidade a Cristo, Maria foi elevada ao céu de forma singular, tendo sido assunta em corpo e alma ao céu, e assim, se tornou a primeira a participar da glória de Cristo sem experimentar a corrupção. Por isso rezamos na oração da “Ave-Maria”: “bendita sois vós entre as mulheres e bendito o fruto do vosso ventre, Jesus”.

6. E, assim, Maria, ao ser assunta ao céu, como hoje celebramos, é um sinal para todos nós, para todo o Povo de Deus, que cremos em Cristo e na vida eterna, é um sinal da imortalidade, é um sinal da vitória de Cristo sobre a morte e sobre o mal. E contemplando as maravilhas que Deus operou em Maria, como ela cantou no seu hino – o Magnificat – que ouvimos no Evangelho, temos a esperança na vida eterna e, como Maria, nos comprometemos a seguir os passos de Cristo, a amar como Ele ama! 

V. Louvado seja N. S. J. C.!